Como colocar cursos no currículo e no LinkedIn
O que cada plataforma imprime no certificado, o formulário de licenças do LinkedIn campo a campo e como declarar carga horária sem errar.
Fazer o curso é só metade do trabalho. A outra metade é declarar esse curso do jeito que o documento permite. E aqui está o detalhe que quase ninguém conta: o que você pode escrever no currículo depende do que a plataforma imprime no certificado, e as plataformas imprimem coisas bem diferentes.
Uma emite Certificado de Conclusão. Outra emite Certificado de Participação. A FGV não emite certificado nenhum, emite declaração. Uma imprime a sua nota final no verso. Outra não imprime nem o período em que você fez o curso. Uma imprime carga horária maior que a do conteúdo. E o LinkedIn, que tem campo próprio para isso, não tem campo para carga horária.
Neste guia, abrimos as regras de certificação de oito plataformas e o formulário do LinkedIn campo a campo, para você preencher os dois sem chutar nada.
Primeiro: qual documento você tem na mão
Abra o PDF antes de escrever qualquer linha. O título dele quase nunca é genérico.
| Plataforma | Documento emitido | O que exige para liberar |
|---|---|---|
| Escola Virtual da Fundação Bradesco | Certificado de Conclusão, ou Certificado de Participação nos cursos sem avaliação | Aproveitamento igual ou superior a 70% na avaliação final |
| Escola Virtual.Gov (ENAP) | Certificado de conclusão do curso | Nota mínima que varia entre 60 e 70 pontos, conforme o curso |
| Aprenda Mais (MEC) | Certificado com código de verificação online | Nota mínima do curso e prazo mínimo de 5 dias desde a inscrição |
| FGV | Declaração de participação, não certificado | Nota igual ou superior a 7,0 no pós-teste |
| Senac EAD | Certificado do curso livre | Aproveitamento igual ou superior a 70% na avaliação final |
| SEST SENAT | Certificado de Conclusão | 100% do conteúdo, avaliação final e pesquisa de satisfação |
| Senar Play | Certificado de participação | Todas as atividades e a pesquisa de satisfação, sem nota mínima |
| SEBRAE | Não informado na ficha dos cursos chatbot | Não informado na ficha dos cursos chatbot |
Duas linhas dessa tabela merecem atenção.
A FGV é a que mais derruba candidato. A instituição diz na página de dúvidas dos cursos gratuitos que todos eles atribuem uma declaração de participação, liberada só com média igual ou superior a 7,0 no pós-teste. Quem escreve “certificado FGV” no currículo entrega um documento que não bate com a palavra usada. Se você não passou de primeira, dá para refazer o pós-teste quantas vezes precisar até alcançar a nota. Mais detalhes no guia da FGV.
A do SEBRAE mudou. Em agosto a ficha de um curso chatbot informava certificado autenticado entregue pelo WhatsApp em até 1 hora. Ao reabrir duas fichas de cursos chatbot em 2 de setembro de 2026, a palavra certificado não aparecia em nenhuma das duas. A duração (2h) e a entrega por WhatsApp ou Telegram continuam publicadas. Como a fonte primária não informa hoje a regra de certificação, não a repetimos aqui.
O que vem impresso em cada certificado
Essa é a parte que decide o texto do currículo, porque você só pode declarar o que o documento comprova.
Fundação Bradesco
A Escola Virtual publica a lista completa do que consta no PDF: logotipo da Fundação Bradesco, nome do aluno, nome do curso, carga horária, período em que o curso foi realizado, código de autenticidade, assinatura digital do representante, endereço e CNPJ da instituição (nos certificados emitidos a partir de 2018) e QR-Code (a partir de novembro de 2018).
A plataforma avisa que não é possível alterar nem customizar essas informações, porque o documento é gerado pelo sistema com base nos dados de acesso do aluno.
Dois detalhes práticos que valem ouro:
- O código de autenticidade tem 32 caracteres alfanuméricos e fica logo abaixo do QR-Code.
- O QR-Code não funciona na câmera do celular. A própria Escola Virtual informa que a validação não pode ser feita lendo o QR-Code, porque o certificado é gerado em ambiente logado. Quem quiser conferir precisa digitar o código de 32 caracteres na área “Validação de Certificado”, que fica no menu Cursos e no rodapé do site.
Se um recrutador tentar escanear e não abrir nada, não é certificado falso. É o funcionamento normal da plataforma. Vale saber para explicar.
Escola Virtual.Gov (ENAP)
O certificado da ENAP é frente e verso, e o verso é o mais generoso do país.
| Face | O que traz |
|---|---|
| Frente | Nome da instituição certificadora, nome do participante, título do curso com turma, mês e ano, período do curso (inscrição e conclusão), carga horária total, assinatura do responsável e logotipo |
| Verso | Nome do participante, título do curso, período da oferta, carga horária, nota final, conteúdo programático, QR Code e código identificador, data e hora do registro, nome fantasia e CNPJ da Enap |
Repare no que está em destaque. A nota final vai impressa no verso. Se você passou raspando, o documento mostra. E o conteúdo programático também vai impresso, o que resolve a vida de quem precisa comprovar ementa em prova de títulos ou em horas complementares.
A ENAP também publica o que não consta: CPF, data e local de nascimento ficam de fora por causa da LGPD (Lei nº 13.709), e não há indicação de que o curso é a distância, porque todos os cursos da plataforma são. A plataforma disponibiliza três documentos ao aluno: comprovante de inscrição, certificado de conclusão e relatório de atividades. Declaração de curso feito sem aprovação, ela não emite.
Para conferir a autenticidade, o código identificador fica na parte inferior do certificado e é digitado em escolavirtual.gov.br/documentos/validacao, sem login e sem cadastro. A página avisa para não confundir o número 1 com a letra L minúscula, nem a letra o com o zero, e que maiúsculas e minúsculas mudam o resultado.
Aprenda Mais, do MEC
A plataforma do MEC roda em Moodle e mantém uma página pública de verificação em aprendamais.mec.gov.br/mod/simplecertificate/verify.php, com dois campos obrigatórios: “Código” e uma pergunta de segurança. Também não pede login.
Um cuidado com o nome do curso: no catálogo, ele vem com a turma colada. O que está no ar hoje é “Inglês 1 - Turma 2026B” e “A Poesia de Augusto dos Anjos - Turma 2026B”. Copie o nome como aparece no seu certificado, com a turma, porque é assim que o recrutador vai encontrar o registro se for conferir. Veja o guia do Aprenda Mais.
FGV
A declaração da FGV tem um código completo no rodapé, com formato parecido com 99790.OCWETAD.00.01/2008.1, digitado no validador da instituição em www5.fgv.br/fgvonline/cursos_ocw/validador.
O ponto delicado: a declaração não informa o período em que você fez o curso. A FGV explica que o sistema não armazena esse dado e que a declaração é gerada de forma automática, então não dá para incluir o período. Ou seja, o único registro da data é o seu. Anote o dia em que passou no pós-teste, porque o LinkedIn vai pedir mês e ano.
SEST SENAT
Aqui aparece o achado mais útil de todos para quem soma horas. A ficha do curso “Controle financeiro pessoal e familiar” informa 20 horas de conteúdo, prazo de 30 dias, e diz que ao concluir será disponibilizado o Certificado de Conclusão com carga horária de 25 horas.
No currículo vale o que está no documento: 25h. Já o curso “Libras - Nível Iniciante” tem 16 horas de conteúdo e o certificado sai com as mesmas 16 horas. Não existe regra única, então a única forma segura é abrir o PDF. Confira o guia do SEST SENAT.
Carga horária: copie do certificado, nunca do site
Inventar ou arredondar carga horária é o tipo de detalhe que derruba um candidato. O recrutador que conhece a plataforma percebe na hora, e o que era um documento legítimo vira dúvida sobre a sua honestidade.
Mas há um motivo menos óbvio para não copiar do site: o número pode mudar depois que você concluiu. O Termo de Uso da Escola Virtual da Fundação Bradesco, na versão de 9 de junho de 2026, reserva à instituição o direito de alterar, incluir e excluir cursos e cargas horárias sem aviso prévio. O seu certificado congela o número do dia em que você terminou. O site, não.
Cursos com nome, carga e prazo conferidos em 2 de setembro de 2026:
| Curso | Instituição | Carga | Prazo para concluir |
|---|---|---|---|
| Microsoft Excel 2016 - Avançado | Fundação Bradesco | 30h | 60 dias da matrícula |
| Excel 2016 (do básico ao avançado), trilha | Fundação Bradesco | 65h | 60 dias por curso da trilha |
| Introdução ao Excel | Escola Virtual.Gov | 25h | 30 dias |
| Excel Intermediário | Escola Virtual.Gov | 30h | 30 dias |
| Excel Avançado | Escola Virtual.Gov | 30h | 30 dias |
| Matemática Financeira | Escola Virtual.Gov | 20h | 30 dias |
| Comunicação Assertiva: Oratória, Retórica e Técnicas de Apresentação | Escola Virtual.Gov | 50h | 30 dias |
| Comunicação Empresarial - PSG | Senac EAD | 40h | 50 dias corridos da matrícula |
| Libras - Nível Iniciante | SEST SENAT | 16h | 40 dias |
| Controle financeiro pessoal e familiar | SEST SENAT | 20h de conteúdo, certificado de 25h | 30 dias |
| Administração Rural e Busca por Resultados | Senar Play | 20h | 30 dias |
| Inglês 1 - Turma 2026B | Aprenda Mais (MEC) | 30h | conclusão até 31/01/2027 |
Um uso esperto dessa tabela: a Escola Virtual não emite certificado único somando vários cursos, exceto quando é uma Trilha de Conhecimento. A trilha Excel 2016 (do básico ao avançado) reúne os cursos de 15h, 20h e 30h e gera um certificado de 65h. No currículo, uma linha de 65 horas pesa mais do que três linhas curtas. Falamos dos caminhos de Excel no guia de cursos gratuitos de Excel.
No currículo: seção, ordem e o que escrever
Crie uma seção específica, com nome claro como “Qualificação complementar” ou “Cursos e certificações”. Ela vem depois da formação acadêmica e da experiência.
Para cada linha, informe três coisas: nome exato do curso, instituição e carga horária. A ordem certa não é cronológica, é por relevância. Quem concorre a uma vaga administrativa coloca Excel e comunicação antes de qualquer outro.
Exemplo com cursos e cargas reais, conferidos hoje:
- Microsoft Excel 2016 - Avançado, Escola Virtual da Fundação Bradesco, 30h
- Comunicação Assertiva: Oratória, Retórica e Técnicas de Apresentação, Escola Virtual.Gov (ENAP), 50h
- Matemática Financeira, Escola Virtual.Gov (ENAP), 20h
- Controle financeiro pessoal e familiar, SEST SENAT, 25h
- Inglês 1 - Turma 2026B, Aprenda Mais (MEC), 30h
Três regras que essa lista respeita:
- O nome está como a plataforma escreve. É “Microsoft Excel 2016 - Avançado”, com o traço, e não “Excel avançado”. É “Inglês 1 - Turma 2026B”, com a turma.
- A carga é a do documento. O SEST SENAT entra com 25h, que é o que sai no certificado, e não com as 20h do conteúdo.
- Nada de curso do qual você não tem o PDF salvo. Se não achou o arquivo, resolva antes com o guia de segunda via.
No LinkedIn: o formulário campo a campo
O LinkedIn tem lugar próprio para isso, e o caminho é este: no seu perfil, clique em Adicionar seção, abra o grupo Recomendado e escolha Adicionar licenças e certificações. A janela que abre se chama Adicionar licença ou certificado e avisa no topo que o asterisco indica item obrigatório.
Os campos, na ordem em que aparecem:
| Campo | Obrigatório | O que colocar |
|---|---|---|
| Nome | Sim | O nome exato do curso, como está no certificado |
| Organização emissora | Sim | Comece a digitar e escolha a instituição na lista, para o logotipo aparecer no perfil |
| Data de emissão (Mês e Ano) | Não | O mês e o ano da conclusão, dois menus separados |
| Data de expiração (Mês e Ano) | Não | Deixe vazio quando o documento não expira |
| Código da credencial | Não | O código de autenticidade, limitado a 80 caracteres |
| URL da credencial | Não | O endereço da página de validação da instituição |
| Competências | Pelo menos uma | O LinkedIn pede associar no mínimo 1 competência, que também aparece na sua seção de Competências |
E aqui está a limitação que ninguém avisa: não existe campo de carga horária, nem campo de descrição. Os sete campos acima são tudo. Então a carga horária vive no currículo, e não na seção de licenças. Forçar as horas dentro do campo Nome deixa o registro diferente do documento e atrapalha na hora de conferir.
Como preencher cada campo por plataforma
- Nome. Copie do PDF. Se o seu documento diz “Certificado de Participação”, o nome do curso continua sendo o nome do curso, e a diferença de documento você explica na entrevista ou no currículo.
- Organização emissora. Selecione pela lista, e não digitando livre. É o que faz o logotipo aparecer ao lado do registro.
- Data de emissão. Na ENAP, cuidado: a plataforma informa que, por padrão, a data de término é a data final do período de disponibilidade, e o sistema só usa uma data anterior quando o aluno antecipa a conclusão. Ou seja, o mês impresso pode ser maior do que o mês em que você realmente terminou. Use o que está no certificado, para bater com o documento.
- Data de expiração. Na maioria dos casos, deixe em branco. A exceção está logo abaixo.
- Código da credencial. Escola Virtual da Fundação Bradesco: o código de 32 caracteres alfanuméricos abaixo do QR-Code, que cabe folgado nos 80 caracteres do campo. ENAP: o código identificador da parte inferior do certificado. Aprenda Mais: o código do certificado. FGV: o código completo do rodapé da declaração.
- URL da credencial. Aponte para a página de validação, e não para a página do curso. Na ENAP,
escolavirtual.gov.br/documentos/validacao. No Aprenda Mais,aprendamais.mec.gov.br/mod/simplecertificate/verify.php. Na FGV,www5.fgv.br/fgvonline/cursos_ocw/validador. Na Escola Virtual da Fundação Bradesco, a área “Validação de Certificado” do menu Cursos. - Competências. Escolha as que o curso realmente treinou. É esse campo que faz o registro aparecer em busca de recrutador, porque competência é filtro, e nome de curso não é.
A seção “Cursos” é outra coisa
No mesmo menu Recomendado existe Adicionar cursos, e ela não substitui a de licenças. O formulário “Adicionar curso” tem só três campos: Nome do curso (obrigatório, até 255 caracteres), Número (até 25 caracteres, com exemplo “HIST 101”) e Associado a, um seletor para vincular o curso a uma experiência ou formação já cadastrada.
Repare no que falta: não tem instituição, não tem data, não tem código, não tem link. Essa seção foi desenhada para disciplinas de faculdade, com código de turma. Certificado de curso livre não vai bem ali, porque fica sem emissor e sem prova. Use “Licenças e certificados” para curso com documento e guarde “Cursos” para disciplinas cursadas dentro de uma graduação.
O atrito real que muda o que você escreve
Estas são as pegadinhas que só aparecem depois de entrar na plataforma.
Passar na prova não libera o certificado da Fundação Bradesco. Depois de ser aprovado, é preciso concluir o curso clicando em “Mais opções > Fechar matrículas”. Só então o documento aparece no Histórico de Cursos. Muita gente jura que passou e ficou sem certificado por causa desse clique.
O nome errado no cadastro vira nome errado no certificado. A ENAP diz com todas as letras que o certificado reflete os dados do cadastro e que dados de certificados já emitidos não são alterados, por política de combate a fraudes. Dá para corrigir o cadastro, mas a correção só vale para documentos emitidos depois. Confira seu nome antes de fechar o curso.
Na FGV, corrigir o nome custa refazer o pós-teste. A instituição orienta pedir a atualização por e-mail informando nome correto e CPF, e depois voltar ao curso, refazer o pós-teste e gerar uma nova declaração.
Curso da FGV pode sumir. A própria página de dúvidas diz que o curso fica disponível enquanto estiver ativo no portfólio e pode ser descontinuado sem aviso prévio. Imprima ou salve a declaração no dia em que passar.
A Escola Virtual nunca envia certificado por e-mail nem pelos Correios. A impressão é feita pelo aluno, via sistema. Se quiser guardar o conteúdo programático, existe um arquivo chamado “Conteúdo Programático para o Verso do Certificado” na área do curso, em Arquivos para Download. Para imprimir sem cortar, ajuste o layout da impressora para Paisagem.
Seu cadastro na Escola Virtual pode caducar. O Termo de Uso diz que o cadastro fica ativo por 2 anos contados da última conclusão com aprovação, e que quem cria conta e não se matricula em nenhum curso em 45 dias pode ter o cadastro excluído.
O prazo corre da matrícula, não do primeiro acesso. São 60 dias na Escola Virtual da Fundação Bradesco, 30 dias na maioria dos cursos da ENAP, 50 dias corridos no Comunicação Empresarial do Senac, 40 dias no Libras do SEST SENAT. Perdeu o prazo, a matrícula expira e é preciso se matricular de novo, se o curso ainda estiver no catálogo.
Existe prazo mínimo também. No Aprenda Mais, o certificado só sai depois de 5 dias da inscrição na maioria dos cursos de idiomas, e 6 dias no curso sobre Augusto dos Anjos. Terminar em uma tarde não adianta.
O Senac demora mais em curso longo. A instituição informa que a maioria dos certificados vai por e-mail em até 2 dias após a conclusão, que cursos de Aperfeiçoamento saem em 72 horas a partir da atividade avaliativa, e que cursos de Qualificação Profissional acima de 160h levam até 30 dias depois da finalização. Se o processo seletivo pede comprovação, conte esse prazo. Detalhes no guia do PSG do Senac.
Tem curso restrito por estado. No Senar Play, a ficha do curso Administração Rural e Busca por Resultados avisa que quem mora em Goiás deve fazer a matrícula no portal EaD do estado onde reside. Vale conferir a ficha antes de contar com a vaga. Veja o guia do SENAR.
O prazo de validade que a própria plataforma contradiz
Este é o caso mais estranho que encontramos, e ele afeta diretamente quem guarda certificado por anos.
Na página de perguntas frequentes, a Escola Virtual da Fundação Bradesco responde que os certificados não têm prazo de validade e ficam sempre disponíveis para impressão no Histórico de Cursos.
No Termo de Uso, item 6.3, a mesma instituição escreve que os Certificados de Conclusão são disponibilizados só em formato digital e terão “validade de 2 (dois) anos”, por causa da atualização constante dos conteúdos técnicos.
Os dois textos estavam no ar em 2 de setembro de 2026. Não são a mesma afirmação: um fala de disponibilidade para reimpressão, o outro fala de validade do documento. Na prática:
- Para currículo e LinkedIn, mantenha o curso listado. Ninguém apaga formação por idade.
- Para edital, prova de títulos ou horas complementares, leve a data de conclusão em conta e pergunte à banca ou à secretaria antes de contar com a pontuação. A própria Escola Virtual avisa que nem toda universidade aceita seus cursos como atividade complementar e recomenda verificar antes com a secretaria ou com o RH.
- No campo Data de expiração do LinkedIn, deixe vazio. Preencher com dois anos criaria uma informação que o documento não traz.
Se o seu caso é concurso, leia também o guia de cursos para prova de títulos e o guia da Escola Virtual Bradesco.
O que não escrever, com a fonte de cada regra
Alguns erros tiram força da sua qualificação, e outros são informação falsa que o recrutador consegue checar em um clique.
- Não escreva “reconhecido pelo MEC”. A Escola Virtual da Fundação Bradesco afirma que o certificado dela não é reconhecido pelo MEC, porque o Ministério certifica instituições de nível fundamental, médio, técnico ou superior, e os cursos livres integram a educação profissional não formal. A ENAP diz o mesmo por outro caminho: são cursos de educação continuada, autoinstrucionais e sem tutoria, por isso não estão sujeitos a reconhecimento do MEC.
- Não escreva “certificado” quando o documento é declaração. Vale para a FGV.
- Nenhum desses cursos gera carteirinha de estudante. O Senac responde que na modalidade cursos livres não é possível emitir a carteira, a ENAP diz que seus cursos não são válidos para essa emissão, e a Escola Virtual repete que não fornece esse documento. Se alguém prometer isso a você, é conversa fiada.
- Curso livre não substitui diploma. Nenhum curso livre equivale a técnico, graduação ou pós, e escrever isso no currículo é o tipo de erro que encerra a conversa. O tema está aberto no guia sobre curso livre, técnico e graduação.
- Não some carga horária de cursos diferentes em uma linha só. A Escola Virtual é explícita: cada curso aprovado libera um certificado, e não existe documento somado, a menos que seja uma Trilha de Conhecimento.
- Não exagere no nível. Escrever “avançado” no que você fez o básico é fácil de testar em entrevista.
- Cuidado com plataforma que saiu do ar. É o caso do Google Ateliê Digital, descontinuado. Se você concluiu antes, mantenha o documento no currículo e esteja pronto para explicar o encerramento. Contamos o que houve no guia sobre o fim do Ateliê Digital.
Transforme o certificado em conversa de entrevista
Listar é o mínimo. O que muda a entrevista é contar o que o curso alterou na sua rotina. Em vez de “fiz um curso de Excel avançado”, diga o que passou a fazer: “aprendi tabela dinâmica e macro no curso de 30h da Fundação Bradesco e passei a fechar o relatório mensal em duas horas, no lugar de um dia inteiro”.
Isso mostra duas coisas: que você aprende por conta própria e que aplica o que aprende. Quando o recrutador pergunta como você comprova, você já tem a resposta pronta, porque sabe o que está escrito no seu certificado, tem o código de autenticidade à mão e sabe em qual endereço ele é validado.
Se ainda tem dúvida sobre o peso real desses documentos, leia se o certificado de curso gratuito vale no currículo. E para escolher bons cursos para preencher essa seção, comece pelo guia de cursos gratuitos com certificado.
Campos do formulário de licenças e certificados do LinkedIn, regras de certificação, conteúdo impresso nos certificados, cargas horárias e prazos verificados nas fontes oficiais da Escola Virtual da Fundação Bradesco, da Escola Virtual.Gov (ENAP), do Aprenda Mais (MEC), da FGV, do Senac EAD, do SEST SENAT, do Senar Play e do SEBRAE, além do próprio formulário do LinkedIn, em 2 de setembro de 2026.
Perguntas frequentes
Onde colocar cursos no currículo?
Crie uma seção chamada 'Qualificação complementar' ou 'Cursos', abaixo da formação acadêmica. Liste por relevância para a vaga, com nome exato do curso, instituição e carga horária, sempre copiados do certificado e não do site.
Quais campos o LinkedIn pede em Licenças e certificados?
O formulário tem Nome e Organização emissora como obrigatórios, além de Data de emissão, Data de expiração, Código da credencial (até 80 caracteres), URL da credencial e Competências, que pede pelo menos uma. Não existe campo de carga horária.
Certificado de conclusão e certificado de participação são a mesma coisa?
Não. Na Escola Virtual da Fundação Bradesco, o Certificado de Conclusão sai para quem faz a avaliação final com 70% ou mais, e o Certificado de Participação sai nos cursos que não têm avaliação. O SENAR emite só certificado de participação. A FGV emite declaração de participação. Copie no currículo o nome que está no seu documento.
Devo colocar todos os cursos que fiz?
Não. Selecione os relevantes para o seu objetivo e os de instituições reconhecidas. Uma lista enorme de cursos de duas horas sem relação com a vaga passa impressão de dispersão, não de esforço.