Cursos gratuitos de Libras com certificado
As três rotas gratuitas de Libras com certificado: as 300 horas do INES por sorteio, as 60 horas da Escola Virtual.Gov e as 16 horas do SEST SENAT.
Existem três caminhos gratuitos para aprender Libras com certificado no Brasil, e eles são muito diferentes entre si. O mais completo é público e federal: o Curso de Libras do INES, com 300 horas em 6 níveis, aula ao vivo uma vez por semana e entrada por sorteio eletrônico. Os outros dois são autoinstrucionais e abrem a qualquer hora: Introdução à Libras, na Escola Virtual.Gov, com 60 horas, e Libras Nível Iniciante, no SEST SENAT, com 16 horas.
Este guia traz a carga horária, o prazo, o conteúdo programático e a regra de certificação de cada um, o calendário real de entrada no INES, os atritos que só aparecem depois da matrícula e as quatro plataformas muito citadas em listas de Libras que não têm curso da língua hoje, cada uma com a evidência que conferimos.
As três rotas gratuitas, lado a lado
| Curso | Instituição | Carga horária | Como se entra | Formato |
|---|---|---|---|---|
| Curso de Libras | INES | 50h por nível, 300h nos 6 níveis | Sorteio eletrônico com edital semestral | Aula ao vivo, 1 vez por semana, 3 horas |
| Introdução à Libras | Escola Virtual.Gov (Enap) | 60h | Inscrição imediata, sem limite de vagas | Autoinstrucional, 60 dias de prazo |
| Libras Nível Iniciante | SEST SENAT | 16h | Cadastro com CPF e matrícula imediata | Autoinstrucional, 40 dias de prazo |
A escolha entre eles não é uma questão de qualidade, é de calendário e de rotina. O INES é o único com professor, turma e horário fixo, e por isso é o único em que você não entra quando quer. Os outros dois entregam certificado em semanas, e por isso param antes.
INES: 300 horas, gratuito, e a fila entra por sorteio
O Instituto Nacional de Educação de Surdos é um órgão público federal, e o Curso de Libras dele é a oferta pública mais longa que encontramos. A própria página do curso descreve a estrutura: 6 níveis, um por semestre, de 50 horas cada, totalizando 300 horas e 6 semestres. Ao término de cada nível o aluno aprovado recebe um certificado de conclusão, ou seja, não é preciso completar os três anos para ter documento na mão.
Os requisitos são dois: ser alfabetizado e ter no mínimo 14 anos. O público declarado são pessoas ouvintes ou pessoas surdas que não sabem Libras. O custo é zero, e o INES é explícito ao dizer que a gratuidade decorre de ser órgão público federal.
As aulas acontecem uma vez por semana, com 3 horas de duração, em duas modalidades: presencial na sede do instituto, no Rio de Janeiro, e online síncrona. As turmas são pequenas por regra, com até 25 alunos no presencial e até 20 no online. Desde 2024 o curso adota como referência o quadro europeu de descritores para línguas de sinais, e a avaliação de nivelamento passou a considerar compreensão, produção, prosódia, interação e adequação linguística e sociocultural.
O atrito nº 1: a janela de inscrição dura quatro dias
Aqui está a informação que decide se você consegue ou não uma vaga, e ela some das listas genéricas.
A entrada no Nível I é por sorteio eletrônico, não por ordem de chegada nem por prova. No ciclo 2026.2, conforme a página de inscrições do próprio curso, o calendário foi este:
| Etapa do ciclo 2026.2 | Data |
|---|---|
| Abertura das inscrições do Nível I | 17 de julho de 2026, às 13h |
| Encerramento das inscrições | 20 de julho de 2026, às 17h |
| Sorteio eletrônico | 21 de julho de 2026, a partir das 15h |
| Início das aulas | 3 de agosto de 2026 |
São quatro dias de janela por semestre. Quem descobre o curso em setembro, como é o caso de quem lê este texto hoje, já perdeu o ciclo e precisa esperar o edital de 2027.1. Não existe lista de espera aberta ao público nem inscrição fora do período.
O quadro de vagas do Nível I de 2026.2 traz 383 vagas em 18 turmas: 10 turmas presenciais no Rio de Janeiro, somando 207 vagas, e 8 turmas a distância, somando 176. Em cada turma há pelo menos uma vaga reservada para candidatos com deficiência auditiva, num total de 19 reservas.
Repare em um detalhe que muda o planejamento de quem mora longe do Rio: as turmas a distância também têm dia e horário fixos, das 9h às 12h10, das 13h55 às 17h05 ou das 18h às 21h. Não é videoaula gravada para assistir de madrugada. É aula ao vivo com hora marcada.
As regras de permanência que ninguém lê antes
O curso publica quatro observações que valem mais que qualquer dica de estudo.
O aluno ingressante não pode trancar a matrícula no primeiro semestre, sob pena de perder a vaga. Casos excepcionais são analisados pela coordenação.
Quem já tem pelo menos um semestre completo pode trancar por até um ano consecutivo. Passado o prazo sem destrancar, o aluno é considerado desistente e perde a matrícula. O INES ainda registra que alunos trancados há mais de um ano são desligados automaticamente, e o reingresso se dá por teste de nivelamento ou por volta ao Nível I através de novo sorteio.
Abandonar sem trancar tem o mesmo efeito. O aluno é considerado desistente e perde a matrícula.
Quem já sabe algo de Libras não entra pelo Nível I. Existe um processo separado de nivelamento para os Níveis II a V, também por sorteio, e o próprio informe do instituto avisa que a inscrição no nivelamento não assegura participação: só participam da avaliação os candidatos sorteados. O nivelamento não se destina a pessoas surdas usuárias de Libras nem a ouvintes fluentes.
Escola Virtual.Gov: 60 horas para começar hoje
O curso Introdução à Libras está no ar desde 25 de outubro de 2016 e acumula 2.645 avaliações, com média 4,6. O conteudista é o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e o certificador é a Enap. São 60 horas de carga e 60 dias de disponibilidade.
O público-alvo declarado são agentes públicos federais, municipais e estaduais interessados em se comunicar com pessoas surdas, mas a ficha encerra com a frase que resolve a dúvida: curso aberto, gratuito e com certificado, qualquer pessoa pode se inscrever.
O conteúdo programático é dividido em oito blocos, e só o primeiro é teórico:
- Surdez e sociedade, cobrindo causas e graus de perda auditiva, perspectiva ouvintista e socioantropológica, legislação sobre Libras, comunicação com surdos e identidade e cultura surda
- Prática: primeiro contato, alfabeto manual e pronomes pessoais
- Prática: expressões faciais e família
- Prática: calendário e números
- Prática: casas e cômodos
- Prática: meios de transporte
- Prática: animais e classificadores
- Prática: profissões
Os classificadores no bloco 7 merecem atenção, porque são um recurso gramatical próprio das línguas de sinais e costumam ficar de fora de material introdutório.
O que a plataforma não faz
A central de perguntas frequentes da Escola Virtual.Gov é honesta ao ponto de responder o que a maioria dos sites evita. Vale ler antes de se inscrever, porque cada item abaixo já custou tempo de alguém.
O prazo corre da inscrição e não é prorrogado. O período de disponibilidade varia de 10 a 100 dias conforme o curso, começa a contar no dia da inscrição e, depois do encerramento, o ambiente do curso fica inacessível.
O conteúdo some quando o curso acaba. A plataforma registra que os materiais ficam acessíveis somente durante a participação, e que após a finalização todas as atividades, conteúdos e recursos pedagógicos se tornam inacessíveis. Para um curso de língua de sinais, que é vídeo puro, isso significa que você perde a fonte de revisão dos sinais no dia seguinte à conclusão. Anote e grave o que aprender enquanto tem acesso.
A nota mínima varia de 60 a 70 pontos conforme o curso, e o número exato aparece no Guia do Participante, que só existe dentro do ambiente após a inscrição.
O número de tentativas nos exercícios varia. Alguns exercícios têm tentativa única. Quem não atinge a nota precisa se inscrever em uma turma nova, e o progresso anterior não é aproveitado. Novas turmas são disponibilizadas nos últimos dias de cada mês.
Exercício não finalizado não conta nota. A plataforma detalha a sequência obrigatória: Finalizar tentativa, depois Enviar tudo e terminar, depois Terminar Revisão. Parar antes disso deixa a resposta salva como rascunho.
Não há trancamento. Existe só o cancelamento da inscrição, que é irreversível.
Nome errado no certificado não se corrige. O documento reflete o cadastro no momento da emissão, e a Enap não altera dados de certificados já emitidos, citando política de combate a fraudes.
Não existe declaração para quem não foi aprovado. A plataforma emite três documentos: comprovante de inscrição, certificado de conclusão e relatório de atividades. Declaração de realização sem aprovação não é emitida.
Os cursos não são reconhecidos pelo MEC porque são classificados como educação continuada, e por isso não valem para concluir ensino fundamental ou médio nem para emitir carteira de estudante. O certificado, por outro lado, tem validade permanente e código de verificação.
Um aviso temporário que atinge justamente as videoaulas
No topo de toda página da Escola Virtual.Gov há hoje um aviso: durante o período de defeso eleitoral, alguns vídeos, podcasts e links dos cursos podem ficar temporariamente indisponíveis para atender à legislação eleitoral, enquanto os demais conteúdos seguem normais. Como Introdução à Libras é praticamente todo em vídeo, essa é uma variável real para quem for começar agora. Se um bloco de prática não abrir, o problema pode não ser a sua conexão.
Dois cursos vizinhos de acessibilidade
A busca por “libras” no catálogo da Escola Virtual.Gov devolve quatro resultados, e um deles é um curso de Python que entrou pela palavra “libraries” na descrição em inglês. Os outros três são reais:
| Curso | Conteudista | Carga horária | Prazo | Foco |
|---|---|---|---|---|
| Introdução à Libras | Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania | 60h | 60 dias | Ensina a língua |
| Fotografia e Audiovisual para Produção de Janelas de Libras | Enap | 20h | 30 dias | Produzir a janela de Libras em vídeo |
| Acessibilidade na Comunicação | Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania | 30h | 30 dias | Legislação e técnicas de comunicação acessível |
Só o primeiro ensina Libras. Os outros dois são úteis para quem trabalha com comunicação e precisa entregar material acessível, e os três integram o programa Diversidade e Inclusão da plataforma. O funcionamento completo do catálogo está no guia da Escola Virtual.Gov.
SEST SENAT: 16 horas, e o vocabulário é do transporte
O Libras Nível Iniciante tem 16 horas de carga e 40 dias de prazo para conclusão, é gratuito, 100% online e com certificado. Está classificado na área temática ESG da plataforma.
O conteúdo cobre a comunidade surda, história dos surdos e da Libras, cultura surda, mitos sobre a surdez e sobre a língua, e uma introdução a aspectos gramaticais. A parte prática lista alfabeto manual, números, apontamentos, tempo, cumprimentos, verbos, família, cores, documentos, materiais de escritório, locais do SEST SENAT, meios de transporte e profissões do setor de transporte.
Esses dois últimos itens explicam a origem do curso e são um argumento a favor, não contra: se você trabalha em transporte, logística ou atendimento em terminal, o vocabulário chega pronto. Se você quer Libras para sala de aula ou para saúde, boa parte do léxico final vai ser útil de forma indireta.
Pré-requisito de idade: 14 anos completos, e a exigência está escrita na ficha do curso. É uma das idades mínimas mais baixas entre as plataformas gratuitas com certificado. A ficha também pede navegador atualizado, cookies liberados e caixa de som ou fone, porque o curso é audiovisual.
A certificação tem três condições cumulativas: acessar 100% do conteúdo, realizar a avaliação final e responder a pesquisa de satisfação. A central de ajuda acrescenta o número que a ficha não traz: cursos livres exigem 60% de acerto ou mais na avaliação final. O certificado sai em PDF na área Meu Espaço, pelo botão Baixar Certificado, e a impressão fica por conta do aluno.
Duas contradições no próprio site
A ficha do curso informa prazo de 40 dias para conclusão. A central de ajuda, na mesma plataforma, responde que o acesso ao curso será por tempo ilimitado e que, como o curso dá direito a acesso ilimitado, não há necessidade de trancamento de matrícula. As duas páginas dizem coisas diferentes. Na dúvida, trate os 40 dias da ficha como o prazo válido e organize o estudo dentro dele.
A segunda contradição é de época. A central de ajuda ainda lista o Adobe Flash Player como requisito para acessar o curso pelo celular e afirma que o sistema iOS não é compatível por causa de recursos em Flash. O Flash foi descontinuado em 2020, e o curso de Libras roda em navegador atualizado conforme a própria ficha. É sinal de uma página de ajuda desatualizada, não de um curso quebrado, mas ajuda a calibrar a confiança nas instruções antigas.
O cadastro é mais longo do que o das escolas de governo. Além de CPF e e-mail, o formulário pede nome completo, data de nascimento, ocupação, nome da mãe, grau de instrução, nacionalidade, endereço com CEP, telefone e a unidade do SEST SENAT mais próxima. Existe o campo “Você trabalha no setor do transporte?”, e responder “não” é uma opção prevista: a gratuidade universal do sistema vale para trabalhadores do transporte, mas o catálogo EaD tem cursos gratuitos para o público geral, e o de Libras é um deles.
Onde não procurar, com a evidência de cada caso
Quatro plataformas aparecem em listas de Libras e não entregam o que prometem. Conferimos todas em 2 de setembro de 2026.
O Aprenda Mais do MEC não tem curso de Libras. A busca no catálogo devolve a frase literal “Nenhum curso encontrado com as palavras ‘libras’”. Repetimos com sinais, surdo, surdez, acessibilidade e inclusão, e todas voltaram vazias. Para confirmar que a busca funciona, consultamos espanhol na mesma tela: 106 resultados. A plataforma mantém no rodapé um link chamado Glossário de Libras, que leva a um canal de vídeos, e é provavelmente essa menção que alimenta a confusão nas listas. Glossário não é curso e não emite certificado. Sobre o que a plataforma realmente entrega, veja o guia do Aprenda Mais.
A Escola Virtual da Fundação Bradesco também não tem. A busca da plataforma carrega o catálogo inteiro de uma vez, o que permitiu ler a lista completa: nenhum curso de Libras. O mais próximo é Educação Inclusiva, de 20 horas, com idade mínima de 18 anos e prazo de 60 dias, cujos quatro módulos tratam de conceitos de educação inclusiva, aprendizagem para todos os estudantes, prática pedagógica e desenvolvimento de estudantes com transtorno do espectro autista e deficiência intelectual. Não há módulo de Libras. Os detalhes do catálogo estão no guia da Escola Virtual Bradesco.
No Senac EAD o curso existe, mas é pago. O Libras Básico tem 160 horas e custa R$ 258,60 à vista no boleto, ou 3 vezes de R$ 86,20 no cartão. A busca do site mostra também duas entradas marcadas como PSG, a sigla do Programa Senac de Gratuidade, mas os links das duas apontam para um endereço vazio e caem em uma página de conteúdo em desenvolvimento. Na página do PSG, que lista 81 cursos livres com inscrições abertas, Libras não aparece. O programa é destinado a quem tem renda familiar per capita de até 2 salários mínimos, seleciona por estado e por ordem de inscrição, e o catálogo muda de um dia para o outro, então vale reconferir. Como funciona a disputa por essas vagas está no guia do PSG.
Na Prime Cursos o curso é grátis e o certificado é pago. O LIBRAS Básico declara 35 horas de certificado e aproveitamento mínimo de 50% na prova. O certificado digital custa R$ 49,90 e o impresso R$ 54,90 mais frete, conforme a página de certificados da plataforma. Há duas ressalvas de conteúdo: o programa é fortemente teórico, com transcrição, morfemas e estrutura sublexical dos sinais, e o alfabeto manual com vocabulário básico aparece como apêndice no fim. E a página de vendas anuncia faixas salariais de intérprete, o que é argumento comercial sem fonte oficial e não guarda relação com o que 35 horas entregam. O modelo de negócio dessas plataformas está detalhado em plataformas de cursos livres.
O que nenhum curso livre de Libras faz
Esta é a parte que separa expectativa de realidade, e ela está na lei, não em opinião.
A Lei 12.319/2010 regulamentou a profissão de tradutor e intérprete de Libras. Em 2023 ela foi profundamente alterada pela Lei 14.704, que passou a tratar também do guia-intérprete e endureceu a exigência de formação. Na redação atual, o artigo 4º diz que o exercício da profissão é privativo de:
- diplomado em curso de educação profissional técnica de nível médio em Tradução e Interpretação em Libras;
- diplomado em curso superior de bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras e Língua Portuguesa, em Letras com habilitação na área ou em Letras Libras;
- diplomado em outras áreas de conhecimento, desde que tenha diploma de curso de extensão, formação continuada ou especialização com carga horária mínima de 360 horas e tenha sido aprovado em exame de proficiência em tradução e interpretação.
Compare com os números deste guia: 16 horas no SEST SENAT, 60 na Escola Virtual.Gov, 300 no INES ao fim de três anos. Nenhum deles é curso de extensão, formação continuada ou especialização no sentido do inciso III, e mesmo a soma de todos não substitui o exame de proficiência exigido junto com as 360 horas.
A mesma lei de 2023 trouxe outros dois pontos concretos. Ela criou o artigo 8º-A, que fixa jornada de 6 horas diárias ou 30 semanais para esses profissionais e determina que trabalho de tradução e interpretação com mais de uma hora de duração seja feito em regime de revezamento, com no mínimo dois profissionais. E revogou o artigo 5º da lei de 2010, que era o dispositivo que obrigava a União a promover anualmente o exame nacional de proficiência. Há ainda uma regra de transição: quem se formou pelas regras antigas continua autorizado, e há um período de seis anos, contado da publicação de outubro de 2023, para atividades exercidas por quem obteve aquelas formações depois da nova lei.
O próprio INES escreve isso com todas as letras na página do seu curso: ele não habilita para atuação como tradutor e intérprete, como instrutor nem como professor de Libras, e habilita o egresso apenas para a comunicação básica. Para intérprete, o instituto indica o bacharelado em Letras Libras; para professor, a licenciatura.
Nada disso diminui o valor de um curso gratuito. Serve para você não descobrir tarde que o caminho para a profissão passa por graduação ou por 360 horas mais exame, e não por um certificado de 16 horas. A diferença entre curso livre, técnico e graduação está detalhada em curso livre, técnico ou graduação.
Qual escolher, com critério explícito
Se o objetivo é aprender a língua de verdade, o INES é a única rota gratuita com professor, turma e progressão real. O custo é a espera pelo edital e a disciplina de três horas semanais com hora marcada. Coloque um lembrete para consultar a página de inscrições no meio de cada semestre.
Se o objetivo é começar agora e ter certificado neste mês, Introdução à Libras da Escola Virtual.Gov é a melhor relação entre carga e profundidade: 60 horas, oito blocos, sete deles práticos, e um certificado de escola de governo federal com validação pública.
Se o objetivo é um primeiro contato rápido, ou você tem entre 14 e 17 anos, o SEST SENAT resolve em 16 horas com idade mínima menor. Vale como porta de entrada e como primeira linha de qualificação no currículo. O catálogo completo está no guia do SEST SENAT.
Se o objetivo é trabalhar com atendimento ao público, faça o de 60 horas e depois Acessibilidade na Comunicação, de 30 horas, na mesma plataforma. Sobre como registrar isso sem exagerar, veja certificado de curso gratuito vale no currículo.
Um ponto que nenhuma plataforma entrega e que decide o resultado: prática com pessoas surdas. Libras é uma língua visual e viva, com variação regional, e curso gravado não substitui conversa. Associações de surdos, grupos locais e eventos da comunidade são onde o aprendizado sai do papel. Projetos de extensão de universidades públicas costumam ter turmas abertas à comunidade, com oferta que varia por instituição e não aparece em catálogo nacional, então a consulta é no site da universidade da sua cidade.
Para ver outras áreas com boa oferta gratuita, volte ao guia de cursos gratuitos com certificado e explore os cursos por área.
Cursos, cargas horárias, prazos, valores, calendários e regras de certificação verificados em 2 de setembro de 2026 nas fontes primárias: página do Curso de Libras e quadro de vagas 2026.2 do INES, catálogo e perguntas frequentes da Escola Virtual.Gov, ficha do curso e central de ajuda do SEST SENAT, busca do Aprenda Mais, catálogo da Escola Virtual da Fundação Bradesco, catálogo e página do PSG do Senac EAD, e páginas de curso e de certificado da Prime Cursos. Os textos legais foram conferidos no LexML e na publicação oficial da Lei 14.704/2023. Preços e vagas mudam sem aviso, então confirme no site oficial antes de se inscrever.
Perguntas frequentes
Onde fazer curso de Libras gratuito com certificado?
Há três rotas verificadas. O Curso de Libras do INES é o mais completo: 300 horas em 6 níveis de 50 horas, com aula ao vivo uma vez por semana e certificado a cada nível, mas a entrada é por sorteio eletrônico com edital semestral. Introdução à Libras, da Escola Virtual.Gov, tem 60 horas, é autoinstrucional e abre a qualquer momento. Libras Nível Iniciante, do SEST SENAT, tem 16 horas e idade mínima de 14 anos.
O Aprenda Mais do MEC tem curso de Libras?
Não tem. A busca do catálogo devolve a frase literal 'Nenhum curso encontrado com as palavras libras'. Repetimos a consulta com sinais, surdo, surdez, acessibilidade e inclusão, e todas voltaram vazias, enquanto a mesma busca por espanhol devolve 106 resultados. A plataforma mantém um Glossário de Libras no rodapé, que é um canal de vídeos, não um curso com certificado.
Como entrar no curso de Libras do INES?
Por sorteio eletrônico regido por edital semestral. No ciclo 2026.2 as inscrições do Nível I ficaram abertas de 17 a 20 de julho de 2026, o sorteio foi em 21 de julho e as aulas começaram em 3 de agosto, com 383 vagas distribuídas em 18 turmas, sendo 10 presenciais no Rio de Janeiro e 8 a distância. Quem chega fora dessa janela espera o edital do semestre seguinte.
Curso livre de Libras habilita a ser intérprete?
Não. O artigo 4º da Lei 12.319/2010, com a redação da Lei 14.704/2023, tornou o exercício da profissão privativo de três perfis: diplomado em curso técnico de nível médio em Tradução e Interpretação em Libras, diplomado em bacharelado da área, ou diplomado em outra área com curso de no mínimo 360 horas mais aprovação em exame de proficiência. O próprio INES escreve que seu curso habilita apenas para a comunicação básica.
O curso de Libras do Senac é gratuito?
O Libras Básico do Senac EAD, de 160 horas, aparece no catálogo por R$ 258,60 à vista. Existe uma versão marcada como PSG, que é o Programa Senac de Gratuidade, mas em 2 de setembro de 2026 o link dela na busca estava quebrado e ela não constava entre os 81 cursos livres com inscrições abertas na página do programa.
Quanto tempo leva para aprender Libras?
Depende do que você chama de aprender. As 16 horas do SEST SENAT e as 60 horas da Escola Virtual.Gov cobrem alfabeto manual, números, cumprimentos e vocabulário do cotidiano. A trilha completa do INES leva 6 semestres e 300 horas para chegar ao objetivo declarado de comunicação básica, intermediária e avançada. Libras tem gramática própria e exige o mesmo compromisso de qualquer outra língua.